lei de acesso à informação,
ou: o que me traz aqui

Em 2012 entrou em vigor a Lei nº 12.527 de transparência governamental, um passo fundamental em direção à  consolidação da democracia no Brasil. Desde então está garantido o direito de todos os cidadãos brasileiros de obter dados públicos em nível federal, estadual e municipal. A lei prevê que os dados devem ser passados em formato aberto, o que significa um amplo campo de análise e cruzamento dos mesmos, possibilitando estudos relevantes para aumentar a eficiência de políticas públicas por meio de avaliações e adaptações, além de servir de alicerce para a criação de projetos e demais ações políticas que tangem a participação popular e o controle social.

Um universo de histórias jornalísticas podem e devem ser reveladas a partir dos dados públicos e abertos. Surge uma brecha para a alforria das assessorias de imprensa, que barram muitas pautas ao filtrar informações na tarefa de proteger os interesses dos órgãos ao quais pertencem. Mas, para que o repórter seja mais autônomo, é preciso superar uma série de obstáculos, que vão desde a recuperação de uma veia investigativa até a dificuldade com números. Dada a complexidade desse tipo de informação, existe, ainda, o desafio de tornar as descobertas com dados em publicações de fácil entendimento pela sociedade, por meio de recursos como infográficos, mapas georreferenciados, comparações, contexto histórico, entre outros.

Interessada em me envolver com jornalismo de dados, tomei conhecimento do grupo de estudos HacksHackers de São Paulo, do qual participo desde julho de 2012. A iniciativa reúne programadores e jornalistas para trabalharem juntos, refletindo sobre uma nova forma de mídia. Em fevereiro de 2013 me aproximei do coletivo Ônibus Hacker, que também tem rendido bons frutos. Estou organizando referências, ferramentas e registros dos pequenos conhecimentos que adquiro para canalizar neste blog que você lê, a fim de contribuir com quem estiver começando na área como estou agora.

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